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sábado, 7 de abril de 2012

Las Leñas.






Chegada a Las Leñas, com a visão dos meios de elevação Caris ( esquerda) e Apolo (direita).

Detalhe das pistas Apolo e Minerva.



Las Leñas é o centro de esquí mais próximo de Buenos Ayres ( 1.162 Km), bem como é aquele que apresenta as pistas mais longas e radicais, e os mais assustadores trajetos " fora de pista".

Além disso, possui um "snow park", com corrimão,  rampas e outros obstáculos.

Acesso aos meios de elevação Venus, Netuno e Marte, que levam ao topo da montanha, através de seu extenso vale.

Neste Centro o acesso à montanha só é permitido a esquiadores ou snowboarders, sendo vedados os passeios de turistas na área esquiável.

Vista do Hotel Virgo, a partir do Parador Las Rosas.

Este é o destino latino para quem quer praticar esquí e snowboard a nível avançado ou extremo.

Paisagem do caminho ao Vale de Las Leñas.

O trajeto de carro, a partir de Buenos Aires percorre 1.300 quilômetros, em sua maioria pela ruta 7, que é uma reta com poucas e pequenas cidades, a maioria sem hotéis, separadas por grandes distâncias de estrada.

Até General Alvear a viagem é monótona ,e a partir daí o ascenso ao Vale de Las Leñas, situado a pouco mais de 2000 metros de altura, é pouco sentido, devido à variação da paisagem.

Entre General Alvear, onde é possível alugar apartamentos em Las Leñas a melhores preços ( o que pode ser conseguido também através dos anúncios classificados dos jornais) e El Sosneado, predominam as videiras , oliveiras, sítios  e vinícolas, sendo que existe um caminho alternativo de chão batido em boas condiçõs, que passa pelo Canion del Atuel, uma das maravilhas naturais argentinas.

Não deixe de conhecer a Laguna de La Niña Encantada e o Pozo de Las Animas, próximos a Los Molles.


Para quem vem direto do Brasil, sem passar por Buenos Aires, a partir de Concórdia ( fronteira entre Uruguai e Argentina) , são 1.162 quilômetros até Las Leñas, passando por cidades bem maiores e melhores, como Paraná, Santa fé ( com um bom Shopping junto ao caminho), Villa Maria, Rio Cuarto, Villa Mercedes, San Luiz e San Rafael.


Vale lembrar que esta é praticamente a mesma distância para se chegar até as Estações de Esquí de Los Penitentes, Valecitos e Portillo ( Chile), situadas porém em maiores altitudes, às quais se chega de carro a partir da cidade argentina de Mendoza.

Para informações sobre preços, mapas e estado de pistas, acesse: www.laslenas.com

quinta-feira, 8 de março de 2012

Susto no Cerro Negro.

Texto: Roxane Coimbra de Nonohay.

Dois dias antes de partirmos da montanha, ficamos sabendo que uma nova nevasca estava por chegar a qualquer momento.

                                         Gelo na pista!!!


Nevasca histórica cobre completamente a lanchonete de Los Penitentes.

Caminho de acesso à Estação de Vallecitos.

 Eu e as crianças  ficamos apavoradas e convencemos o Leonardo e o Tuca a descer antes do planejado.... mas não deu tempo, pegamos a nevasca ainda na montanha. Arrumamos tudo rapidamente e fomos para a estrada. Recebemos a informação que o trajeto perigoso seria até o Cerro Negro, ou seja, mais ou menos cinquenta quilômetros, após os quais não estaria mais nevando, ao menos com aquela intensidade. Mas para nossa surpresa, após cruzarmos esta grande montanha, em meio à implacável nevasca, avistamos ao longe uma estranha serpente luminosa,  vermelha, e que depois se revelou uma imensa fila de veículos que tentavam galgar o gelo de uma subida mais íngreme. Todos estavam ali  , na tentativa de fugir da altitude e do mau tempo.  Fazia realmente muito frio,  e nosso carro estava com o ar quente estragado, então nos aconchegamos e nos enrolamos em cobertores. Os carros não conseguiam seguir a diante, foram minutos de verdadeiro terror.   Veículos se debatendo sobre a rodovia e acostamento, escorregando no gelo que se avolumava. Veículos caindo da estrada, entre eles uma viatura policial. Pessoas enroladas em cobertores tentando ajudar os carros a seguir morro acima , e nós,   que rezávamos em voz alta,   fomos passando graças aos espaços que se abriam, e graças ao grande peso da camionete carregada. A neve não acabava nunca. Chegamos a Mendoza com muita neve, e levamos outro susto quando ao tentar abastecer ,  a cobertura do posto  estalou, ameaçando desabar devido ao peso da neve acumulada, momento em que saímos correndo a procura de outro posto.

As autoridades podem exigir a colocação de "cadenas", dependendo das condições da estrada.

Seguimos viagem para nos afastar dos Andes. A Ruta 7 estava totalmente encoberta; tratores passavam na pista para retirar a neve e dar passagem aos carros. Até que chegamos ao pedágio em La Paz, onde nos informaram que deveríamos voltar  para a cidade mais próxima e nos abrigar, pois não havia mais passagem. Dormimos numa cidadezinha que estava completamente lotada, e por sorte conseguimos um quarto e nos acomodamos em seis pessoas. No outro dia acordamos e o carro estava coberto com meio metro de neve, e com 20 centímetros de gelo grudado em seu chassi. Partimos somente no final do dia seguinte, quando liberaram a ruta , e por incrível que pareça a neve só deu trégua quase nas proximidades do Uruguai. Ficamos sabendo que  fazia mais de 40 anos que não nevava tanto. Nossa sorte foi ter saído da montanha a tempo.
Dicas: Nevascas fora da alta  montanha são raras,  mas nunca subestime a força da natureza. Quando subir a montanha, esteja sempre atento ao tempo, e à sua previsão. Carregar sempre água, agasalhos, lanterna e mantimentos. Levar as correntes para as rodas, evite transitar durante a noite e permanecer  em locais  que podem ficar isolados.( consultem e informem a polícia ou os destacamentos do exército argentino, em Uspallata, Valle de Las Vacas, Puente del Inca, ou aduana próxima a Las Cuevas.)